Por falta de condições de higiene e salubridade e por não ter concluído as obras da garagem de remo prometidas há muitos meses, os remadores do São Cristóvão deixaram o clube que foi obrigado a fechar a garagem do remo.
Remadores e Técnico Dispensados do São Cristóvão
O departamento de remo foi oficialmente fechado em 26 de março de 1961, após uma reunião entre remadores, os dirigentes de remo José Gomes e Bruno Petrosemolo e o técnico português Orlando Basso. Os cartolas estavam sustentando há muitos meses o remo sãocristovense com dinheiro do próprio bolso.
Nos primeiros meses de 1961, vários atletas pediram seus desligamentos do clube. Em 26 de março, os remanescentes foram dispensados, assim como o treinador. Os três galpões da garagem náutica foram fechados e lacrados.
José Gomes e Bruno Petrosemolo estavam aguardando a conclusão do prazo de confiança que deram ao presidente e aos conselheiros do clube para a construção do departamento de remo. O orçamento ficou em Cr$ 4 milhões, que o clube tem em caixa, mas o montante nunca chegou ao remo.
Falta de Higiene na Garagem
O problema da garagem em 1961 é a condição insalubre da mesma. Ela está instalada sob a Ponte da Ilha do Governador. Esta lama é extremamente suja, poluída. Os remadores precisam pisar nela para pegar os barcos. La lama atrai insetos, como mosquitos. É comum que os atletas contraiam doenças.
Sem atletas e sem técnico, o São Cristóvão não se inscreveu para a primeira regata da temporada de 1961, agendada para 09 de abril.
A fonte é o Jornal dos Sports de 29 de março de 1961.
Curiosamente, um ano antes, o departamento de remo havia ganho novos dormitórios.
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